Doença de Parkinson

A Doença de Parkinson  é um distúrbio do movimento, em que há o perda de neurônios responsáveis pela produção de dopamina, uma substância produzida no cérebro que, em última instância, permite o movimento do músculo. A falta dessa substância provoca sintomas como tremor de repouso, rigidez, lentidão de movimento,  conhecida como bradicinesia e dificuldade para andar com tendência a quedas.

A Doença de Parkinson é hereditária?

Na grande maioria das vezes, a Doença de Parkinson não é hereditária.

Isso significa que se alguém tem um pai ou avô com Parkinson, não é certo que você vá desenvolver a doença também. Pelo contrário, se algum parente desenvolveu sintomas da forma mais comum, após os 50 anos de idade, o que se espera é que você não desenvolva a doença.

No entanto, a doença possui sim um componente genético. Isso quer dizer que, quem tem um familiar com Parkinson, possui uma chance/probabilidade maior de ter a doença em relação às pessoas que não tem ninguém afetado na família. Mas é um chance ainda pequena, de maneira geral.

Agora, existem casos de parkinsonismos hereditários, em que há um gene mutado e que, sim, passam de pai para filho. Estes, porém, são extremamente raros, e mais usualmente possui início mais precoce dos sintomas motores ( frequentemente antes dos 30 ou 40 anos de idade).

Como ocorre a evolução da Doença de Parkinson

Geralmente a doença se inicia muitos anos antes de aparecerem os sintomas motores, como tremor ou rigidez. Ela pode se iniciar apresentando apenas constipação (intestino preso) e este se o único sintomas por anos. Depois de algum tempo o paciente pode apresentar alterações no sono, chamado de distúrbio da fase REM. Pacientes com distúrbio de sono REM, tendem a movimentar-se bruscamente durante o sono, falar dormindo e apresentar sonhos vívidos (que parecem reais). 

Além disso é comum o paciente se queixar de dificuldade para sentir cheiros e apresentar sintomas psiquiátricos, como Transtorno de Ansiedade e Depressão.

 

A doença então evolui com aparecimento de sintomas motores (neste momento que geralmente é feito o diagnóstico pelo neurologista). 

 

Os sintomas motores se manifestam na forma de:

Rigidez: Os membros ficam mais "duros" e se tornam mais difíceis de movimentar. 

Bradicinesia: Todo movimento feito voluntariamente tende a ser mais lento, mais devagar. Isso inclui desde o levantar de um braço, como o andar e até o piscar dos olhos se torna mais lento e com menor frequência de piscamentos.

Tremor: Deve-se lembrar que nem todo tremor é Doença de Parkinson! A maioria das vezes não é! Geralmente o tremor do Parkinson ocorre quando o paciente encontra-se distraído, em repouso. E neste caso, quando o paciente movimenta o braço, o tremor diminui ou some!

Como a doença progride invariavelmente, e muitos sintomas podem surgir associados aos sintomas motores descritos, é de fundamental importância compreender toda a complexidade da doença uma vez que tenha sido  diagnosticado. Na dúvida, sempre converse com seu neurologista!

© 2020 Dr. Gustavo L. Franklin - 

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Neurologia
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