Doença de Alzheimer

O que é a Doença de Alzheimer?

A Doença de Alzheimer (DA) é um distúrbio neurodegenerativo, em que ocorre perda de alguns neurônios relacionados a funções cognitivas, podendo levar a vários sintomas, como distúrbios de memória recente, com dificuldade para reter novas informações, dificuldade de planejamento, além de inabilidade (o paciente desaprende) de realizar tarefas específicas, que previamente realizava sem qualquer esforço mental.

Ao comprometimento das funções cognitivas, em ao menos dois domínios, chamamos de demência. A demência não é uma doença específica e sim um conjunto de sintomas caracterizado pela disfunção de áreas como a memória, planejamento e/ou linguagem, levando a limitações nas habilidades sociais a ponto de interferir no funcionamento diário.

Além dos déficits cognitivos, frequentemente leva a outros sintomas ao longo da evolução da doença, como alteração de comportamento, distúrbios do sono e distúrbio alimentar, de modo que entender a evolução da doença é muito importante para que o tratamento seja o mais eficaz possível.

Mas nem todo esquecimento é Alzheimer. 

Causas associadas como distúrbios do humor, transtornos de ansiedade, déficit de atenção, contribuem para lapsos de memória e devem ser investigados e tratados adequadamente quando houver indicação.

Quais são os sintomas de Alzheimer?

Os sintomas cognitivos da Doença de Alzheimer, geralmente incluem dois ou mais dos seguintes domínios:

 

Memória: Dificuldade adquirir novas informações ou evocar temas recentes, com sintomas que incluem repetição dos mesmos assuntos, perguntas repetidas sobre alguma questão, esquecimento de eventos, compromissos ou do lugar onde guardou seus pertences. 

Funções executivas: comprometimento do raciocínio, da realização de tarefas complexas e do julgamento, com sintomas como compreensão pobre de situações de risco, redução da capacidade para cuidar das finanças, de tomar decisões e de planejar atividades complexas ou sequenciais.

 

Linguagem: Alteração na compreensão, expressão, leitura ou escrita. Inclui sintomas como dificuldade para encontrar e/ou compreender palavras, erros ao falar e escrever, com trocas de palavras ou fonemas, não explicáveis por outros problemas congênitos ou adquiridos.

 

Habilidades visuoespaciais: Sintomas que incluem incapacidade de reconhecer faces ou objetos comuns, encontrar objetos no campo visual, não justificados por deficiência visual prévia.

 

Praxia: O paciente desaprende tarefas específicas, que previamente realizava sem qualquer esforço mental. Atividades como vestir-se, comer, e até mesmo andar podem se tornar muito mais difíceis.

Personalidade ou comportamento: Sintomas que incluem alterações do humor labilidade emocional, agitação, apatia, desinteresse, isolamento social, perda de empatia, desinibição, comportamentos obsessivos, compulsivos, agressivos ou socialmente inaceitáveis.

É comum também queixas persistentes, que não apresentam relação com a realidade, como se perturbar facilmente com um familiar, dores inexplicáveis, gosto estranho de alimentos que já faziam parte da dieta do paciente.

A Doença de Alzheimer é hereditária?

A doença de Alzheimer apresenta um caráter genético. Então quem tem na família tem uma chance maior de ter a doença do que as pessoas que não tem ninguém na família com a doença. No entanto, isso é uma chance, não obrigatoriedade. E, em geral a chance ainda é pequena.

Existem, no entanto, algumas causas hereditárias de Alzheimer, ou seja, que passam de pai para filhos e com grande possibilidade de se transmitir a familiares ao longo das gerações, mas são muito mais raras e podem ter algumas particularidades no diagnóstico.

 

Como é diagnosticado a Doença de Alzheimer?

O diagnóstico da Doença de Alzheimer é feito primeiramente através da avaliação clínica pelo neurologista, incluindo testes cognitivos, que são fundamentais para o diagnóstico da DA e para diferenciar de outros tipos menos comuns de demência, como Demência por Corpos de Lewy, Demência vascular, demências mistas, dentre outras.
 

Os exames complementares, como exames de sangue, exames de imagem (ressonância magnética ou tomografia de crânio), são úteis em um primeiro momento para excluir causas tratáveis de demências, como infecções, falta (grave) de vitaminas e lesões estruturais crônicas (como pequenos hematomas formados há muito tempo), mas não necessariamente para o diagnóstico da Doença de Alzheimer em si.

© 2020 Dr. Gustavo L. Franklin - 

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Neurologia
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