Tenho Alzheimer e agora?

Ter a Doença de Alzheimer não significa um mal necessariamente. A doença conta com muitos tratamentos atualmente que, em conjunto com cuidados específicos e tratamentos de sintomas associados, pode levar o paciente a ter uma vida perto do normal e com poucas limitações.

Afastar o velho estigma de "Mal de Alzheimer" pode ser difícil inicialmente. Mas entender a complexidade da doença e aceitá-la como uma doença crônica, como muitas outras, que conta atualmente com múltiplos tratamentos, pode dar o suporte necessário para entender os sintomas associados e garantir o tratamento apropriado.

Uma vez tendo sido diagnosticado com Doença de Alzheimer por um médico capacitado, em geral um neurologista, muitas dúvidas irão surgir e entender a doença pode auxiliar a garantir o melhor tratamento e cuidado. 

A primeira grande dúvida geralmente é relacionada ao diagnóstico, de fato. Isso ocorre pois o diagnóstico da Doença de Alzheimer, bem como de outras demências, se dá por meio de testes cognitivos, com perguntas e tarefas aparentemente simples. O diagnóstico inicial quase nunca se dá através de exames complementares como ressonância magnética ou demais. 

Claro que não ter uma confirmação por meio de um exame, pode trazer questionamento ao diagnóstico, por isso mesmo é importante um neurologista especializado e experiente junto ao paciente. Em uma primeira consulta a certeza diagnóstica pode já ser grande a depender de alguns fatores, como o resultado dos testes cognitivos e história relatada dos sintomas associados.

 

Porém, com a evolução da doença e o adequado seguimento médico, o diagnóstico ​da Doença de Alzheimer conseguirá alcançar um grau de confirmação perto de 100%.

Após entender que o diagnóstico foi realizado de forma adequada, a compreensão da doença em si é muito importante.

Além dos sintomas cognitivos em si, em algum momento da doença, o paciente pode apresentar também distúrbios do sono, distúrbios alimentares, alucinações e alterações no comportamento. Alguns pacientes podem ficar mais bravos, nervosos e agitados e até mesmo agressivos. Muitos destes sintomas  possuem tratamento, cuja resposta depende de cada paciente e tem que ser constantemente avaliada junto ao neurologista.

Assim como em outras doenças neurodegenerativas, com a evolução da doença pode ocorrer dificuldade para se alimentar (disfagia), com engasgos frequentes, podendo levar a pneumonias de repetição, emagrecimentos, além de outras infecções, que devem ser sempre motivo de grande atenção.

Como a Doença de Alzheimer é uma doença progressiva, o tratamento também tem que ser dinâmico. Desta forma, é fundamental o acompanhamento regular com o médico, para que o tratamento possa ser constantemente reavaliado e o tratamento seja revisto com periodicidade.

Tratamento da Doença de Alzheimer

Existem vários medicamentos para Doença de Alzheimer. Todos os tratamentos visam melhorar a função dos neurônios e melhorar os sintomas cognitivos. Não se busca, no entanto, evitar a progressão da doença, para o qual ainda não existem medicamentos. Não há também nenhum remédio ou vitamina que previna o aparecimento da doença, em alguém com predisposição genética.

Existem medicamentos próprios que agem diminuindo os sintomas cognitivos da Doença de Alzheimer, como a Donepezila, Galantamina, Rivastigmina.

Estes medicamentos atuam aumentando a ação da acetilcolina, importante para a condução nervosa dos neurônios.

Faz parte do tratamento evitar alguns medicamentos associados que podem piorar os quadros de esquecimento e predispor a episódios de confusão mental, principalmente no idoso, como Amitriptilina, Nortriptilina, Clomipramina, Biperideno, dentre outros. 

Mas muito cuidado, o tratamento é feito corretamente quando é seguida a orientação cuidadosa do médico. Assim deve-se tomar os medicamentos adequadamente, e nunca interromper ou suspender nenhum medicamento por conta própria.

O cuidado com a saúde dos familiares é vital também. Toda a dinâmica familiar tem que ser alterada e o impacto na família pode ser grande, sendo essencial que se mantenha a vigilância de todos os envolvidos e uma excelente relação com o médico.

© 2020 Dr. Gustavo L. Franklin - 

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Neurologia
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