Tratamento da

Doença de Huntington

O tratamento da Doença de Huntington (DH) poderá passar por uma revolução nos próximos anos.
Isso, pois um novo medicamento, já em estudos com humanos, parece diminuir a expressão do gene doente, diminuindo os sintomas e, talvez, a progressão da doença.
A Doença de Huntington é uma doença genética neurodegenerativa, muito rara. No entanto, como é hereditária pode ocorrer em várias pessoas de uma mesma família.

A doença de manifesta através de sintomas motores (relacionados a movimentos do corpo), sintomas psiquiátricos e sintomas cognitivos. 

O atual tratamento da

Doença de Huntington

O atual tratamento da Doença de Huntington consiste no controle dos sintomas.

No tratamento da coréia, há medicamentos depletores de dopamina, como a Tetrabenazina e a Deutetrabenazina, que são capazes de diminuir o movimentos anormais de forma importante. No entanto, ambos ainda não comercializados no país.

Para o tratamento dos distúrbios psiquiátricos, muitas vezes importante, o tratamento é realizado de forma semelhante ao paciente que não possui DH, tratando de forma objetivo os sintomas de depressão, ansiedade e alterações do comportamento. Assim, frequentemente são utilizados medicamentos antidepressivos, ansiolíticos e antipsicóticos.

Muito importante é ter uma abordagem multidisciplinar com acompanhamento com:

Neurologista
Fisioterapia
Terapia ocupacional
Fonoaudiologia
Psicologia
Nutricionista
Esperança para Huntington
Pela primeira vez na história, a Doença de Huntington terá um tratamento capaz de diminuir os sintomas e talvez até diminuir ou impedir a progressão da Doença.

Últimas novidades no Tratamento da

Doença de Huntington

O medicamento Tominersen (anteriormente chamado Ionis-HTTRx/RG6042) da Roche deverá vir para o Brasil, ainda em fase de estudos, em breve!

O estudo irá contemplar pacientes em estágios iniciais da doença e será dividido de forma "cega" em dois grupos:

 

Pacientes irão receber uma formulação sem a dose do medicamento, na forma de placebo ( não contendo o medicamento. E outro grupo recebendo a dose inicial, através do mesmo procedimento (injeção na 'coluna' - intratecal).

Quando se diz que o procedimento é "cego", refere-se ao fato de que o paciente não saberá se estará sendo submetido ao placebo ou ao medicamento de fato. Neste estudo será realizado um cegamento duplo, no qual o médico também não saberá qual será a substância injetada.

Pode parecer estranho, mas este procedimento é extremamente necessário, para evitar "falsas" melhoras ou a percepção de melhora subjetiva do paciente!

A esperança bate à porta pela primeira vez dos pacientes com Huntington!

Devido à pandemia do COVID-19, os estudos atrasaram a vinda para o Brasil. Mas segue a perspectiva de que o medicamento chegue em fase de estudo em breve, talvez em 2021.

Atualizado em 27/09/2020 

© 2020 Dr. Gustavo L. Franklin - 

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Neurologia
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